De esposa rejeitada a rainha intocável Novel

De esposa rejeitada a rainha intocável Novel – O primeiro amor de Tyrone Winter—a mulher com quem ele terminou seis anos atrás e nunca conseguiu esquecer—voltou de repente. E Zera Caldwell não voltou sozinha. Ela trouxe consigo um filho de cinco anos. Durante um mês, Tyrone se escondeu atrás de viagens de negócios, fazendo de tudo para evitar voltar para casa. Aquela noite deveria ser especial—o terceiro aniversário de casamento deles.

Aella Reid havia preparado a mesa para um jantar à luz de velas. Embrulhou um presente. Até mandou uma mensagem pelo WhatsApp. Às nove horas, ele ainda não tinha aparecido. Em vez disso, ela recebeu uma ligação da irmã mais nova dele, Raine Winter. A voz dela estava tensa. “Veja a mensagem que te mandei.” Aella desligou e abriu a conversa. Bastou um olhar—e seu sorriso congelou. O prato que segurava escorregou e se espatifou no chão.

Estilhaços de porcelana cortaram seu tornozelo, traçando linhas vermelhas finas na pele. Ela nem sequer se mexeu. Raine havia enviado capturas de tela de uma publicação privada de Tyrone no Instagram. Ele tinha alugado toda a Marina Bayline. Lá estava ele—com Zera e o filho dela—celebrando o aniversário do menino sob um céu repleto de fogos de artifício. Aella se abaixou, pegou o celular e deslizou pelas fotos uma a uma—praia, iate, fogos, rosas.

E lá estava Tyrone, segurando um garotinho com um braço. A outra mão, ainda com a aliança de casamento, repousava possessivamente na cintura de outra mulher. O cenário romântico perfeito. A legenda dizia: “Um bolo de mirtilo que eu mesmo fiz, para quem mais amo.” Mesmo pela tela, o carinho parecia sufocante. A mente de Aella ficou em branco. Ela não conseguia pensar. Não conseguia respirar. As mãos tremiam ao abrir o perfil de Tyrone—nada.

Vazio. Ela abriu a boca, mas por um bom tempo, nenhuma palavra saiu. Em algum momento, ele tinha ocultado todas as postagens dela. Foi aí que o último fio frágil de esperança que ela tinha por ele se quebrou. Ainda assim, ela se recusou a desistir. Ligou para ele. Uma vez. Duas. Na terceira, ele desligou. Então apareceu uma única resposta: Ocupado. Frio. Desdenhoso. Definitivo.

Impotência, raiva, ciúme, decepção—tudo se misturava, rasgando-a por dentro. Aella desabou no chão, segurando a cabeça, ofegante. O peito parecia se abrir ao meio. Ela agarrou um punhado do próprio cabelo e gritou até a garganta arder—depois se entregou a um choro silencioso. Alguém bateu à porta. Ela se obrigou a levantar e abriu. Raine parou, surpresa. “Aella, você está bem?” Lágrimas escorriam pelo rosto de Aella. Ela apenas balançou a cabeça.

O maxilar de Raine se contraiu. “Vamos. Vamos encontrá-lo agora.” Aella engoliu em seco e firmou a voz. “Não. Eu mesma vou lidar com o Tyrone.” A mãe dela tinha acabado de passar por uma cirurgia de ponte de safena e ainda estava no hospital. Ela não podia desmoronar agora. Raine foi embora de madrugada. Aella vagou pela casa como um fantasma, passando de cômodo em cômodo sem realmente enxergar nada. Ela e Tyrone eram namorados de infância.

Todo mundo sabia que ela o amava desde criança. Todos também sabiam que Tyrone nunca deixou de amar outra pessoa. Ele não se casou por amor—foi um acordo entre famílias. Mesmo assim, depois de três anos, Aella acreditava que talvez, se amasse o suficiente, ele mudaria. Que conseguiria aquecer o coração dele. Em vez de amor, encontrou a prova do reencontro dele com a antiga paixão. Sua paixão de infância, o amor com quem cresceu—vinte e cinco anos de vida—tudo tinha se apagado.

Acabou. Sua mente sabia o que fazer a seguir, mas o coração doía tanto que respirar era um sacrifício. A dor era como ser partida ao meio. Insuportável. — Naquela noite, Tyrone ainda não voltou para casa. Nos três dias seguintes, Aella ficou no hospital, cuidando da mãe, Miriam Reid. Durante esse tempo, Tyrone não ligou. Nem uma mensagem. Quando a mãe finalmente estabilizou, o pai de Aella, Warren, insistiu para que ela fosse descansar em casa. Tarde da noite, meio adormecida, ela ouviu a porta do quarto ranger. Água correndo no banheiro.

Depois o colchão afundou ao lado dela, e o leve cheiro de sabonete masculino preencheu o ar. Antes que pudesse reagir, já estava nos braços de Tyrone. Depois de mais de um mês, ele finalmente decidira voltar. Ela só conseguia imaginar o quanto ele tinha sido feliz—com eles. Sentindo o corpo dela tenso, Tyrone percebeu que ela estava acordada. O braço dele apertou sua cintura, puxando-a para mais perto. Os lábios roçaram seu pescoço, quentes e insistentes.

Debaixo do cobertor, a mão dele deslizou, puxando de leve a alça do pijama dela. Em três anos de casamento, essa era a única hora em que Tyrone parecia gentil—com ela, era sempre só na cama. E toda vez, Aella mentia para si mesma—dizendo que a paixão dele era amor. Instintivamente, ela segurou a mão dele. Pela primeira vez, sussurrou: “Não.” A voz estava rouca de tanto chorar, mas para ele, soou como desejo. Os beijos dele se aprofundar

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