A Assistente Escolheu o Inimigo Errado Novel – Eu era filha de um chefe da máfia, mas nunca fui fã de sangue e balas. Tudo o que eu queria era uma vida normal. Agora eu tinha vinte e oito anos e ainda era solteira, e meu pai não aguentava mais. Ele me deu um ultimato: ir à reunião de casamento arranjado ou parar de chamá-lo de pai. Tudo bem. A caminho da reunião, passei por uma boutique de luxo e vi uma bolsa que gostei muito.
Quando estava prestes a pagar, uma mulher apareceu de repente atrás de mim e bateu um cartão preto no balcão. “Vou levar esta bolsa. Embrulhe-a.” Mantive a calma. “Desculpe, senhorita. Eu vi primeiro.” Ela torceu o lábio. ‘Por favor. Uma pobretona como você? Patética…’ “Uma pobretona como você? Some daqui.” “Sou a assistente executiva de Carlos Wagner”, acrescentou orgulhosamente. “Aqui em São Paulo, tudo o que eu quero é meu. Não se meta no meu caminho.” Carlos Wagner? Não era esse o homem com quem eu deveria me encontrar hoje? Peguei meu celular e liguei para ele.
“Carlos, sua secretária está se achando demais aqui. Tudo bem para você?” Meu pai vinha elogiando Carlos há semanas. Essa poderia ser a oportunidade perfeita para testar o caráter do homem. Se a secretária dele era tão arrogante em público e ele não tomava nenhuma providência, era um sinal de alerta. Mas a voz do outro lado da linha era gélida. “Como eu gerencio minha equipe não é da sua conta. Não se meta.” Antes que eu pudesse responder, ele desligou.
É o que eu imaginava. Lixo sempre anda em bando. Não é à toa que a assistente dele era tão descarada; claramente, ela tinha permissão para agir assim. Bianca Sato estava praticamente explodindo de rir. “Tentando subir na vida, é? Dá uma olhadinha no espelho, querida. Suas roupas gritam pobreza. Você acha mesmo que alguém como você é digna do Sr. Wagner?” Eu gostava de manter um perfil discreto. Minhas roupas eram simples, meu jeito quieto.
Mas isso não significava que eu me deixaria ser pisoteada. “Julgar as pessoas pela aparência é patético. É melhor você calar essa sua boca suja antes que alguém faça isso por você.” Ela não valia a pena. Peguei meu cartão e entreguei para a vendedora. “Vou levar a sacola.” A mulher olhou para mim, depois para Bianca, hesitante. A risada de Bianca ficou estridente. “Sua vadia, você está mesmo tentando se exibir com esse seu cartão vagabundo?” “Quem você pensa que é? Ou é nova por aqui? Este shopping inteiro pertence à família Wagner. Se eu disser não, você não compra nada. Nem um zíper.” Com isso, ela arrancou meu cartão da mão e o atirou em direção à entrada.
“Você acha que um cartão de plástico brilhante me impressiona? Saia da minha frente!” Ninguém nunca tinha ousado falar comigo daquele jeito. Uma raiva intensa me consumiu. Agarrei seu pulso, arrastei-a até a entrada da loja e sibilei: “Pegue. Meu. Cartão.” Os funcionários ficaram boquiabertos. “Meu Deus, ela é louca! Ela realmente encostou na Bianca Sato!” “Ela não deve saber com quem está se metendo. Bianca é o braço direito do Sr. Wagner. Ofendê-la é como ofender o próprio Carlos.” Um deles sussurrou para mim: “Senhorita, não vale a pena. Não arrume confusão com a Wagner Enterprises por causa de uma sacola.
Deixe-a ir. Peça desculpas enquanto ainda pode.” Bianca se soltou do meu aperto e se inflou como um sapo. “Sua vadiazinha. Se você pedir desculpas agora, talvez eu te perdoe.” “Caso contrário? Vou garantir que toda a sua família esteja arruinada.” Empresas Wagner?