Esposa de Luxo, Prisioneira de Ouro Novel

Esposa de Luxo, Prisioneira de Ouro Novel – Faziam três dias que meu último pedido de reembolso havia passado pela mesa de Jonathan Sterling. Evidentemente, ele interpretou meu silêncio como progresso, um sinal de que eu finalmente tinha aprendido o meu lugar como uma esposa troféu. Sua mensagem chegou como um perdão real: “O tratamento da sua mãe foi retomado. Tente se comportar de agora em diante e me poupe das histórias tristes.

Sei que gente como você passa dificuldades, mas meu dinheiro não é tão fácil de enganar.” O que ele não sabia era que, quando essa mensagem chegou, meus papéis do divórcio já estavam redigidos e à espera. Quando saí, levei apenas o que tinha quando entrei: uma camiseta branca básica e um par de jeans. Ninguém acreditaria que a mulher que interpretava o papel de Sra. Sterling tão perfeitamente em público, após três anos de casamento, possuía menos de quatro mudas de roupa apresentáveis.

Mm Cada gasto pessoal exigia aprovação no sistema; cada joia estava trancada em um cofre. Se eu precisasse de um simples vestido para um evento, tinha que enviar uma solicitação formal à sua secretária, Victoria Sharpe. Tudo porque Jonathan nunca confiou em alguém com a minha origem. Aos olhos dele, a pobreza era uma mancha, algo que vinha acompanhado de hábitos gananciosos e imprudentes. Três dias atrás, minha mãe adotiva estava morrendo.

Solicitei 200 mil reais para sua cirurgia de emergência. Victoria atrasou a aprovação e, quando o sistema liberou o dinheiro, minha mãe já havia partido. Jonathan nunca entendeu. O único motivo pelo qual suportei esse casamento, o controle e o desprezo, foram os recursos médicos que só ele poderia fornecer. Agora que ela se foi, eu também não ficaria. *** Pedi o divórcio a Jonathan. Ele recusou. Respondeu friamente com três palavras: – Pare com o drama. Ele falava comigo com os olhos fixos na tela do laptop, como se colunas de dados financeiros áridos fossem infinitamente mais interessantes do que uma conversa com sua própria esposa.

Baixei o olhar, com o tom firme: – Estou falando sério. Eu quero o divórcio. Jonathan respirou fundo e se levantou, sua expressão tornando-se gélida. – Interromper o tratamento da sua mãe foi uma decisão minha. Victoria não teve nada a ver com isso, ela apenas seguiu instruções. Se você não tivesse feito um escândalo no escritório, eu não precisaria ter te dado uma lição. Já mandei retomar o tratamento ontem. Meu tempo é valioso; não tenho tempo para seus ataques de pelanca. Sem esperar minha resposta, ele se virou e saiu. Tinha certeza de que, em pouco tempo, eu voltaria rastejando, humilhada. Que eu continuaria tentando o agradar sem um pingo de vergonha, como antes. Mesmo que ele dissesse na minha cara “Não aja de forma tão desesperada, é patético”, eu apenas sorriria em silêncio e continuaria, como uma governanta obediente.

Mas agora, se o tratamento foi retomado ou não, pouco importava. Se Jonathan tivesse atendido minha ligação três dias atrás, talvez eu ainda estivesse me curvando e me humilhando, tentando desesperadamente o agradar. Mas ele nunca teve paciência para atender minhas chamadas. Naquela época, eu implorei para que ele não desligasse, que por favor me ouvisse. Mas não fui páreo para a frase única de Victoria: – A Sra. Sterling está chateada porque eu a lembrei de seguir os procedimentos corretos?”. – Eu só… não tive a intenção – disse ela, com a voz carregada de uma suavidade ferida e ensaiada. – Então, apertei um pouco o processo. Assim, a Sra. Sterling se lembrará e desenvolverá bons hábitos. Ao ouvir isso, Jonathan ficou ainda mais impaciente com minha ligação. Ignorando meus apelos, ordenou friamente: – Faça o que a Victoria diz.

Sempre era assim quando eu precisava de algo dele. – Estou ocupado. Se precisar de algo, fale com a Srta. Sharpe. – Escute a Srta. Sharpe. – Faça o que a Srta. Sharpe mandar. Eu era sua esposa, mas não tinha um pingo de dignidade. Esqueça sair normalmente; mesmo para compromissos sociais essenciais ao meu papel como Sra. Sterling, eventos aos quais eu tinha que comparecer com ele, eu precisava pedir aprovação de sua secretária. Todas as vezes, Victoria rejeitava esses pedidos ridículos com um sorriso desdenhoso. – Sra. Sterling, a descrição da solicitação não está detalhada o suficiente. Por favor, reescreva. – A festa só vai até as 22h hoje. Como você pode colocar meia-noite? – Sra. Sterling, por que você é assim toda vez? Veja a solicitação que você escreveu. Não combinamos de enviar apenas após verificar se está correta? Ela sempre esperava até o último momento possível para aprovar qualquer coisa, e então assistia, com um sorriso leve, enquanto eu corria para me preparar, frenética e desgrenhada, lutando por um vestido ou um par de brincos que eu deveria ter tido acesso o tempo todo. Ocasionalmente, eu me atrasava por causa disso. Jonathan olhava para mim com desagrado: – Lindsay, você não tem noção de tempo? Você não consegue lidar nem com uma coisa pequena dessas direito. Olhe para você, em que ponto você pode se comparar à Victoria? Mas eu não conseguia lidar com essas “coisas pequenas”. Eu nunca conseguia chegar na hora. Tudo por causa da maravilhosa secretária de Jonathan, sua mão direita.

Mas ele não via, nem se importava. Da mesma forma, ele sabia perfeitamente bem que o tratamento da minha mãe não podia ser interrompido, nem por um dia. E, no entanto, ao telefone, sua impaciência era absoluta: – Quantas vezes tenho que te dizer? Se for urgente, resolva com a Victoria. Você acha mesmo que ela diria não?

Read more here 

Leave a Comment