A Marca que Ele Cravou em Mim Novel – Chapter 1 Na noite do meu aniversário de dezoito anos, fui para a cama com o garoto mais descolado da escola, Lucas Vieira. Beijei-o com desespero, fingindo saber exatamente o que fazia, na esperança de que ele me escolhesse. E ele escolheu. Quando tudo acabou, ele puxou um canivete automático, aqueceu a ponta com um isqueiro e entalhou palavras no meu peito. Puta do Lucas. Daquele dia em diante, entreguei tudo a ele. Quando o teste de gravidez ficou azul, pensei que talvez as coisas entre nós finalmente fossem mudar. Mas, ao desbloquear o celular, encontrei meu vídeo íntimo em destaque no topo de vários sites. Lucas tinha feito aquilo. Até me ligou para contar. — Agora a cidade inteira sabe que você não passa de uma puta. Foi ali que descobri a verdade. Ele tinha vindo atrás de mim por vingança. Disse que meu pai havia estuprado uma amiga de infância dele, e que eu precisava sofrer a mesma dor. — Se não fosse pela vingança, você não serviria nem para lamber minhas botas. Ele riu com escárnio e desligou.
Naquela mesma noite, meu pai, um respeitado professor de música, sofreu um infarto e ficou paralisado. Nossa casa foi leiloada, e eu fui expulsa da faculdade. Perdi tudo. Sete anos depois, voltei a vê-lo. Lucas agora era o chefe da família mafiosa Vieira, o rei do submundo desta cidade, cercado por soldados, armas e uma noiva. E eu? Eu trabalhava como garçonete de drinks no clube de strip-tease do rival dele, ganhava cem dólares por noite e sorria, não importava o que acontecesse. Naquela noite, o patrão me chamou à sala VIP.
Quando entrei, um grupo de homens me devorou com os olhos. — Boa noite, senhor Ribeiro — eu disse, sentando-me no colo dele e passando os braços em volta de seu pescoço, como já fizera mil vezes. Ele cheirava a charutos e colônia barata, e sua mão já tinha deslizado por baixo da minha saia. — Boa noite, meu bem. Venha cumprimentar o nosso Dom Lucas. Virei a cabeça, e meu sorriso morreu nos lábios. Do outro lado da sala, Lucas estava sentado com um copo de uísque escocês em uma das mãos e uma mulher agarrada ao seu braço.
Ele me olhava como se eu fosse lixo. Ribeiro abriu um sorriso. — Lucas, quer que ela te sirva? O olhar de Lucas não se desviou de mim. — Não compro mercadoria de segunda mão — disse ele, frio. A sala explodiu em gargalhadas. Puxei a saia para baixo, sem deixar o sorriso cair, e me levantei para servir outra bebida a Ribeiro. Um homem careca, de corrente grossa de ouro no pescoço, jogou um maço de dinheiro sobre a mesa. — Tire a saia — ele ordenou. Os outros vibraram. Peguei o dinheiro, subi na mesa e comecei a desabotoar a camisa devagar.
A tatuagem no meu peito havia desbotado, mas a cicatriz por baixo ainda atraía todos os olhares. Assobios e aplausos tomaram a sala. Os flashes das câmeras deixavam tudo branco, mas eu continuei sorrindo. Eu era boa naquilo. Já havia vendido meu corpo mil vezes. E venderia outras mil. Lucas me observou, com a expressão indecifrável, até eu enfiar um dedo por baixo da alça do sutiã. De repente, ele se levantou e riu com desprezo. — Puta nojenta. Dei de ombros. — Como quiser, senhor Vieira.