Trinta Dias para Morrer, A Família que Fingiu a Morte para Me Destruir Novel – Cinco anos atrás, Olivia sofreu um acidente de carro enquanto tentava salvar sua família. Ela entrou em coma e ficou em estado vegetativo. Cinco anos depois, ela finalmente acordou, apenas para descobrir que tudo havia mudado. Seus pais e irmão haviam acolhido uma filha adotiva chamada Lillian. Eles a mimavam sem parar. Até mesmo Ethan, seu namorado de infância e noivo, olhava para Lillian como se ela fosse alguém especial. Eles disseram a Olivia que haviam adotado Lillian porque sentiam muita falta dela. Mas Olivia não conseguia aceitar. Ela insistiu que eles mandassem Lillian embora.
E então, a caminho de fazer exatamente isso, houve um acidente de carro fatal. Seus pais e Lillian morreram na hora. A partir daquele momento, o amor de Sebastian e Ethan por ela se transformou em ódio. Eles disseram que se ela não os tivesse forçado a mandar Lillian embora, aquelas três vidas não teriam sido perdidas. Então eles a atormentaram, a puniram, e Olivia suportou tudo, acreditando que a culpa era dela. Três anos depois, seu corpo estava destruído. Seu espírito, esmagado.
E o golpe final veio quando os médicos lhe disseram que ela tinha câncer em estágio avançado. Ela tinha menos de um mês de vida. Então, um dia, vagando semiconsciente perto de um hotel, ela os viu: seus pais, supostamente mortos, seu irmão Sebastian e Ethan, sentados ao redor de uma mesa. Eles estavam comemorando o aniversário de Lillian. Lillian usava uma coroa, radiante de felicidade como se tivesse saído de um conto de fadas.
Olivia ficou parada do lado de fora, paralisada. A cena a atingiu como um raio. Antes mesmo que pudesse processar o que estava vendo, ouviu Ethan dizer: “Olivia já aprendeu a lição. Por quanto tempo mais precisamos manter essa farsa?” Sebastian soltou uma risada baixa. “Vamos esperar até o aniversário dela no mês que vem para contar a verdade. Fazê-la sofrer um pouco mais. Assim, ela pensará duas vezes antes de tentar expulsar Lillian de novo.” Sua mãe suspirou.
“Olivia é teimosa demais. Se não lhe dermos uma lição, ela nunca aprenderá a aceitar Lillian.” Seu pai assentiu. “Depois dessa farsa de morte, ela nunca mais ousará se opor a Lillian.” Naquele momento, ela ficou paralisada na porta, sentindo como se todo o sangue tivesse escorrido de seu corpo. Tudo era mentira. Eles não tinham morrido. Havia armado tudo, só para obrigá-la a aceitar Lillian. Fizeram-na viver com culpa, tristeza, dor… tudo por uma mentira.
Que ridículo. Seus próprios pais, seu irmão e o homem que um dia prometeu amá-la para sempre — a fizeram de boba, apenas por uma filha adotiva. Mas o que eles não sabiam era que ela não tinha mais um mês de vida. Ela não viveria o suficiente para a tal “misericórdia” deles. *** Dentro do hotel, risadas ecoavam, mas Olivia não suportava ver mais nada. Cambaleou para longe, com a cabeça inundada por três anos de pesadelos. Por três anos, cada dia fora um tormento. Ela sonhava repetidamente com aquele carro em chamas, com seus pais gritando por socorro em meio às chamas e com os olhos aterrorizados de Lillian.
Então, ela suportou cada punição que Ethan e Sebastian lhe impuseram. Suportou Ethan a estrangulando noite após noite, repetindo: “Você os matou”. Suportou Sebastian a trancando em um quarto iluminado por velas e com seus retratos sorridentes por três dias e três noites, sussurrando desculpas até sua voz falhar. Suportou repetir as palavras “Eu estava errada” inúmeras vezes até seus dedos sangrarem. E, no entanto, nada daquilo fora real. Ela cambaleou de volta para casa e vomitou sangue assim que entrou pela porta. No banheiro, desabou sobre o vaso sanitário, sangue e lágrimas jorrando em ondas.
Suas mãos tremiam enquanto ela procurava os analgésicos. Ela os engoliu a seco, lavou o sangue e mal havia se levantado quando a porta se abriu de repente. “Eu estava te chamando de… o quê, fingindo de morta agora? Quem você está tentando enganar?” Sebastian estava parado na porta, com o rosto gélido. “Está tentando fugir da sua punição de novo?” Ethan franziu a testa. “Por que você está no chão?” Olivia não respondeu.
Ela apenas olhou para cima com olhos sem brilho. “O que é desta vez?” Os dois homens trocaram um olhar. Ethan disse com leveza: “Vá até Maplewood e compre uns pãezinhos de canela quentinhos para a Vivi.” Olivia puxou o canto da boca e deu um sorriso amargo. Vivi. Vivian. Essa era a mulher que eles haviam trazido para casa um mês depois da “morte de Lillian”. Uma mulher que se parecia exatamente com ela.
Na época, Olivia ingenuamente acreditou que eles tinham apenas encontrado uma substituta para se consolarem. Mas agora ela entendia. Vivian não era uma substituta. Aquela era a própria Lillian. Ela nunca morreu. Nem se deram ao trabalho de mudar o nome dela, apenas trocaram “Lillian” por “Vivian”, que soava parecido. “Tudo bem. Eu vou.” Ela não tinha mais forças para discutir. Iria morrer de qualquer maneira. Nada mais importava. A confeitaria em Maplewood tinha uma espera de duas horas. Olivia ficou parada sob o sol escaldante, com a visão embaçada.
Na primeira vez que trouxe os rolinhos de canela, Vivian zombou: “Estão muito secos.” Na segunda vez: “A cobertura está muito grossa.” Na terceira: “Estão um pouco queimados.” Na sétima vez, depois de caminhar penosamente pelas ruas e mal conseguir se manter em pé, ela finalmente conseguiu o que Vivian chamou de rolinhos de canela “perfeitos”. No caminho de volta, enquanto atravessava a rua, alguém em uma scooter elétrica se aproximou demais e a atropelou. O condutor não parou.
Sangrando nas palmas das mãos e nos joelhos, ela mancava o resto do caminho para casa, arrastando um pé atrás do outro. “Aqui estão seus pãezinhos de canela.” Olivia entregou a sacola para Vivian. “Meu Deus!” Vivian gritou no momento em que abriu a caixa. “Sangue! Tem sangue!” Ethan e Sebastian correram para dentro ao ouvirem o grito. No momento em que a porta se abriu, Vivian se jogou em seus braços, soluçando.
“Ethan, Sebastian, se ela não queria comprar para mim, ela poderia simplesmente ter dito, mas por que me causar repulsa com algo ensanguentado?” Os rostos de Ethan e Sebastian escureceram ao verem os pãezinhos de canela manchados de sangue. “Você fez isso de propósito?” Ethan perguntou friamente. Olivia se encostou fracamente na parede, com as pernas ainda doendo por causa do acidente. “Não. Fui atropelada por uma scooter elétrica na volta.
O sangue deve ter caído nela.” “Atropelada por uma scooter?” Sebastian zombou, aproximando-se. “Você me toma por idiota? Acha que vou acreditar que você foi atropelada por uma scooter e ainda está aqui, sem um arranhão?” Ele agarrou seu pulso. “Já que você gosta tanto de mentir, vamos tornar essa mentira realidade. Arrastem-na para o gramado dos fundos.” Dois guarda-costas a cercaram imediatamente, arrastando-a para o gramado atrás da propriedade como se ela fosse apenas gado.
Seus joelhos rasparam no caminho de cascalho, deixando sua pele rasgada e ensanguentada, mas ninguém se importou. No centro do gramado, Ethan e Sebastian já estavam sentados dentro de um Maybach preto, o motor roncando como o sussurro da Morte. “Ethan… Sebastian…” Olivia lutou para se levantar. “Eu realmente…” Ela não terminou. O carro deu partida com um rugido. “BANG!” Uma dor lancinante percorreu cada nervo do seu corpo.
Ela foi arremessada para o ar como uma boneca de pano, caindo a vários metros de distância na grama. Sangue jorrou de sua boca enquanto sua visão escurecia. E ela perdeu a consciência. Ninguém sabia quanto tempo havia se passado. Quando recobrou os sentidos, o cheiro forte de antisséptico queimava suas narinas. A consciência de Olivia foi retornando lentamente. Ela abriu os olhos com dificuldade. As luzes do teto do hospital estavam embaçadas acima dela. “Como pode haver tanto sangue?” Do lado de fora do quarto, a voz de Ethan soou baixa e confusa. “Nós apenas a atropelamos de raspão com o carro.” “Exatamente”, respondeu Sebastian, igualmente chocado. “Fomos cuidadosos com o impacto.” O médico suspirou cansado. “Ela já está em estágio avançado de câncer.
Os tumores já se espalharam agressivamente. Um impacto como esse só vai acelerar sua morte.”